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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Policiais civis e federais vão investigar participação de PMs em crimes no ES


Policiais civis e federais vão investigar participação de PMs em crimes no ES

Corregedoria da Polícia Militar acompanha a investigação.
Estado soma 144 mortes no 9º dia de protestos, diz sindicato.

Do G1 ES


















Uma força-tarefa formada por policiais civis e federais vai investigar a participação de policiais militares em crimes com sinais de execução durante a crise de segurança no Espírito Santo, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo (Sesp). A Corregedoria da Polícia Militar acompanha a investigação.
O Espírito Santo ficou sem polícia militar nas ruas por causa do protesto de familiares na porta de batalhões, impedindo a saída dos PMs.
A Policial Militar não pode fazer greve porque é proibido pela constituição. Nas ocupações, as mulheres sempre alegam que são elas que estão no comando da paralisação. Mas, para as  autoridades, essa é uma tentativa de encobrir o que, na verdade, seria um motim dos PMs.
Sem a PM, uma onda de violência se instaurou e 144 mortes foram registradas até as 17h deste domingo, 9º dia de protestos, segundo o Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol).
Diante do número de crimes, a Sesp acertou com a Polícia Federal a criação de uma força-tarefa para investigar a autoria e motivação dos homicídios registrados na última semana, principalmente nos municípios da Grande Vitória. A hipótese de que policiais da ativa ou da reserva estariam por trás de algumas dessas mortes motivou a ação da Secretaria.
"Isso não está descartado. E há um grupo investigando exatamente esses crimes que aconteceram nos últimos dias. E, se houver a participação de policiais, eles deixam de (ser) policiais e passam à categoria de bandidos. Serão tratados como tais", afirmou Garcia, em coletiva de imprensa realizada pela alta cúpula da pasta de Segurança Pública do Estado, na sede da secretaria, na manhã de sexta-feira (10).
O secretário não descartou, ainda, a possível participação de grupos de extermínio na onda de violência que eclodiu após o início da paralisação dos policiais militares, no último sábado. Questionado diretamente sobre esse eventual envolvimento, respondeu o seguinte:
  
"Eu não posso afirmar isso, porque não concluiu-se a investigação. Fica a cargo da investigação. Eu não posso afirmar que há grupos de extermínio, e não posso afirmar que tem militar em greve que está praticando esses crimes. Isso não é uma afirmação plausível, possível de ser feita neste momento". Neste momento, ele fez uma breve pausa para enfatizar as suas palavras e emendou: "Neste momento".
Indiciados
O secretário de Segurança Pública, André Garcia, disse nesta sexta-feira (10) que 703 policiais foram indiciados pelo crime de revolta ou motim.
Os PMs serão expulsos da instituição se forem condenados pelo crime de revolta, disse o comandante-geral da PM, Nylton Rodrigues, em entrevista à imprensa.
Esse crime é configurado quando os militares se reúnem, armados, ocupando quartel, agindo contra a ordem recebida de superior, ou negando-se a cumpri-la.
Na quinta-feira (9), 327 policiais militares tinham sido indiciados e, nesta sexta, foram mais 376. Somando os números, dá o total de 703 indiciados em inquérito policial militar.

Câmeras registram saques
Flagrantes registrados pelas câmeras da videomonitoramento da Guarda Municipal de Vila Velha mostram uma família dividindo os produtos saqueados de uma loja. Em outro vídeo, duas pessoas em uma bicicleta carregam sacolas com objetos furtados. Em outro flagrante, homens tiram a embalagem de um fogão e levam o produto nas costas. Assista aos flagrantes exclusivos do Fantástico.
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Espírito Santo vive insegurança e medo sem PMs nas ruas (Foto: Rede Globo)Espírito Santo vive insegurança e medo sem PMs nas ruas (Foto: Rede Globo)


























Diálogos registrados pelo Ciodes
O Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes) cancelou 7 mil ligações com pedidos de socorro na última semana. Sem polícia militar nas ruas, os pedidos não puderam ser atendidos.
O Fantástico teve acesso com exclusividade a alguns dos chamados. Veja abaixo:
Homem - Eu só médico...
Atendente - Sim
Homem - Quero saber o que vocês podem fazer pra gente. Nós 'tamos' ilhados aqui, e gente passando com fuzil aqui na mão.
Atendente - Como, senhor?
Homem - Bandido passando com fuzil.
Atendente - Entendi...
Homem - Mas pelo amor de Deus, tem paciente aqui internado, eles podem invadir aqui, matar paciente aqui no leito.

Atendente - Qual que é a emergência ?
Homem - Mais de dez vagabundos aqui em frente a minha casa, todo mundo altamente armado, tudo trocando tiro, dando um tiro no outro... Tô cheio de criança aqui dentro de casa aqui, tá dando muito tiro.
Homem é baleado e morre ao lado do filho
Na segunda-feira (6), um dos dias mais tensos da semana, Madson Chrizostomo estava no trabalho. O pai, Almir, de 61 anos, achou melhor ir buscar o filho. Os dois seguiam de carro por uma rua quando três assaltantes se aproximaram.
Madson Chrizostomo perdeu o pai durante onda de violência no Espírito Santo (Foto: Reprodução/ TV Globo)Madson Chrizostomo perdeu o pai durante onda de violência no Espírito Santo (Foto: Reprodução/ TV Globo)




















“Eles chegaram, apontaram a arma em cima. Quando meu pai acelerou, o cara pegou e atirou. Aí eu perguntei: ‘pai, te acertou?’ e ele só balançou a cabeça. Aí eu falei: ‘onde?’ e ele apontou as costas. Eu peguei e assumi o volante, porque o sinal estava aberto na principal, e ia bater um monte de carro na gente. Então eu peguei e joguei o carro num canteiro, e só um carro bateu na gente”, contou Madson.
“Parece mentira. Eu não acreditei não. A gente não conseguiu velar o nosso pai no dia. Meu pai teve que ficar na funerária, porque a gente não pôde, não tinha segurança. No enterro do meu pai, muita gente não foi, porque não tinha segurança, alguns parentes que moram distantes, a gente falou: não vem, porque vai colocar a vida de vocês em risco”, disse o filho.
A mãe de Almir lamenta a morte do filho. “Deixou uma saudade muito grande, para todo mundo, para as filhas, para a esposa, para os irmãos, para mim”, diz, chorando, Lourdes Chrizostomo.

Crise no Espírito Santo com 144 mortes (Foto: Arte/G1)
VALE ESTE - crise no espírito santo - número de mortos no ES por dia (Foto: Arte/G1)

fonte: g1.globo.com

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Número de mortos no ES sobe para 113, diz sindicato de policiais


Número de mortos no ES sobe para 113, diz sindicato de policiais

Governo não informa.
Falta de PMs nas ruas causou uma onda grave de violência no estado.

Do G1 ES
Espírito Santo registrou 113 mortes violentas até esta quinta-feira (9), 6º dia de caos na segurança por causa da falra da PM nas ruas. Uma onda de crimes, mortes e saques foi desencadeada e, como reflexo dessa violência, o comércio já acumulou um prejuízo de R$ 180 milhões. Para conter a crise, o Exército anunciou 3 mil militares nas ruas até o fim de semana. Para esta sexta, os ônibus devem ficar nas garagens.
O dia começou com a notícia da morte do presidente do Sindicato dos Rodoviários de Guarapari (Sintrovig), Walace Belmiro Fernaziari. Ele foi encontrado morto a tiros dentro do carro, próximo à garagem da Viação Sanremo, no bairro Alvorada, em Vila Velha.
Wallace Barão é morto dentro de carro (Foto: Foto leitor - A Gazeta)Wallace Barão é morto dentro de carro (Foto: Foto leitor - A Gazeta)

























Com isso, os ônibus da Grande Vitória, que chegaram a sair das garagens de manhã, voltaram para os terminais e a circulação foi interrompida.
Representantes das mulheres que protestam na porta dos Batalhões se reuniram com representantes do Governo para discutir e apresentar propostas. A reunião começou às 14h e ainda não acabou. Do lado de fora, comerciantes e moradores do Centro de Vitória fizeram um ato.
E enquanto o policiamento não volta, homens das Forças Armadas e da Força Nacional fazem a segurança dos capixabas. Tanques das Forças Armadas foram vistos nas ruas de Vitória e Vila Velha.
Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF-ES) quer identificar os responsáveis pela paralisação da Polícia Militar, e, consequentemente, pelos gastos que a União está tendo ao enviar tropas para o Espírito Santo. Segundo o Código Civil, a União pode ser ressarcida caso se apure que o prejuízo foi causado por ato ilícito.
As Guardas Municipais também estão trabalhando para garantir a segurança. Nesta tarde, um homem foi preso após fugir de uma abordagem da Guarda Municipal com uma caminhonete S10 roubada e causar acidentes, na orla da Praia de Camburi, em Vitória. Outro motorista filmou parte da perseguição. O suspeito foi preso.
A pressão pela volta do policiamento também tem vindo de dentro dos quartéis. Um vídeo gravado em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, mostra o tenente-coronel Alexandre Quintino fazendo um apelo para que os PMs voltem às ruas. "Pelo amor de Deus, vamos trabalhar, vamos para a rua, esse movimento mostrou que nós somos capazes, esse movimento mostrou a força da PM", disse.
Um trabalhador, arrependido de ter aproveitado a falta de policiais militares nas ruas para saquear produtos de lojas de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, procurou a delegacia para devolvê-los. “No momento, eu vi aquele arrastão, tudo aquilo acontecendo e acabei me deixando levar, pegando uns pertences que estou devolvendo”, contou.


















Um vídeo gravado por moradores do bairro Jardim Botânico, em Cariacica, no Espírito Santo, mostra a fuga dos suspeitos de efetuarem os disparos que atingiu Isabel Elias de Almeida, de 55 anos, e outros dois jovens nesta quarta-feira (8). A mulher estava na rua e foi atingida por uma bala perdida. Ninguém foi preso, e a família disse que levou o vídeo para a polícia.
Mas mesmo com toda essa insegurança, a comerciante Amel Abul, dona de uma loja no Polo de Confecção da Glória, em Vila Velha, Grande Vitória, disse que não deixou de abrir o estabelecimento nenhum dia sequer. Para ela, é importante mostrar aos criminosos que "eles não comandam a sociedade".
“Todos os dias, eu abri a loja. Mesmo sozinha aqui na Glória. Das 9h às 14h. A gente não está abrindo loja para ter venda, para ter números. Estamos mostrando a cara, aqui. Mesmo não tendo venda, é importante abrir a porta das lojas para eles não acharem que estão no comando de tudo”, explicou Amel.
fonte:g1.globo.com

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Mulheres não entram em acordo e ES segue sem PMs e com violência

07/02/2017 22h49 - Atualizado em 08/02/2017 00h00

Mulheres não entram em acordo e ES segue sem PMs e com violência

Forças Armadas e Nacional fazem patrulhamento nas ruas do estado.
Alguns PMs decidiram se aquartelar, diz Associação; Sesp avalia.

Juliana Borges e Manoela AlbuquerqueDo G1 ES
A reunião entre mulheres de PMs, associações dos militares e deputados estaduais e a Senadora Rose de Freitas, na Assembleia Legislativa do Espírito Santo terminou sem acordo e os protestos nas portas dos batalhões continuam no estado. As manifestantes querem um encontro com o governo estadual, nesta quarta-feira (8), mas não há nada marcado.
O Espírito Santo está sem a PM nas ruas por causa dos protestos de familiares de policiais que bloqueiam as saídas dos batalhões. As famílias pedem reajuste salarial para a categoria, que é proibida de fazer greve. Desde sábado (4), o estado vive uma onda de violência com mortes, saques e assaltos.
Esposa de policial, a manifestante Thamires da Silva disse que que o diálogo com o governo. "Queremos antecipar o diálogo o quanto antes. Nossa pauta pede o reajuste de 43% referentes aos últimos três anos em que isso não aconteceu, além da anistia dos PMs para que eles não sofram retaliações. Só após essas duas exigências serem aceitas, poderemos negociar a saída dos policiais", disse.
Aquartelamento
No final da noite desta terça-feira (7), segundo a Associação de Cabos e Soldados, a crise foi agravada com o aquartelamento voluntário de militares no 2º Batalhão, em Nova Venécia; no 4º Batalhão, em Vila Velha; no Batalhão de Missões Especiais (BME), em Vitória; e na Ronda Ostensiva Tática Motorizada (Rotam), em Cariacica.
A Sesp foi questionada pelo G1 sobre a informação do aquartelamento dos militares, mas não se posicionou. Nesta terça, a Secretaria chegou a anunciar a volta às ruas de alguns PMs da Rotam; do 4° Batalhão; do 9° Batalhão e do 13° Batalhão. Mas a Associação não confirmou.
Sem ônibus na quarta-feira
Sem todo o efetivo da Polícia Militar nas ruas, o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo, Edson Bastos, publicou uma nota informando que os ônibus não vão circular nesta quarta-feira (8) por causa da insegurança.

Segundo Bastos, os motoristas circularam em horário especial acreditando que estariam seguros, mas correram riscos nesta terça-feira.
“Tivemos vários fatos desfavoráveis à nossa categoria, como assaltos, armas na cabeça de motorista obrigando o mesmo a invadir uma loja para os meliantes poderem assaltar, tivemos também um motorista indo pro trabalho que foi fechado por bandidos e tendo sua moto roubada sofrendo várias escoriações pelo corpo”, diz o texto.
Protestos contra o 'protesto'
Durante a tarde, moradores protestaram pedindo a saída de familiares dos policiais da frente de outros batalhões do Espírito Santo.
Mesmo com a segurança nas ruas sendo feita pelas Forças Armadas e Forças Nacionais e parte dos efetivos da PM, os crimes continuam acontecendo no estado.
O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, que está de licença do cargo, retornou ao Estado nesta terça-feira (7) após passar, na sexta-feira, por uma cirurgia para retirada de um tumor localizado na bexiga. Por recomendação médica Paulo Hartung segue em repouso. César Colnago continua como governador em exercício.
Protestos pedem volta da PM
Grupos de moradores foram até as portas de Batalhões da Polícia Militar do Espírito Santo, na tarde desta terça-feira (7), para tentar convencer as mulheres de PMs a encerrarem os protestos que impedem o policiamento das ruas. Atos desse tipo acontecem em Vitória, Guarapari e Cachoeiro de Itapemirim.
Em Vitória, o Exército precisou ir ao local para controlar a manifestação e restabelecer o trânsito. Houve confornto entre manifestantes e o Exército usou gás de pimenta para acabar com o tumulto. Além disso, um mortorista tentou passar pela multidão e foi abordado por soldados armados. O homem é um policial, que estava à paisana. Ele apresentou o distintivo e foi liberado.
Manifestantes colocaram fogo em pneus e chegaram a  interditar os dois sentidos da Avenida Maruípe nesta tarde.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Espírito Santo (Sesp) foi questionada sobre a estimativa de número de manifestantes, mas não respondeu. Em Vitória, uma das organizadoras do protesto de moradores estima que 200 pessoas participam do ato.
Vila Velha
Dois homens foram detidos pela população após cometerem vários assaltos no bairro Itaparica, em Vila Velha, na manhã desta terça-feira.
Um vídeo gravado por um morador mostra quando os dois homens fogem pela rua depois de cometerem um assalto. Um carro vermelho para próximo a eles e o motorista começa a persegui-los a pé. Ele atira pelo menos uma vez.
Depois disso, mais pessoas se reúnem no local e conseguem deter a dupla.
Serra
Em Jacaraípe, na Serra, criminosos arrombaram uma loja de roupas usando uma caminhonete. Eles deram ré e quebraram a porta de vidro e ferro. Todos os produtos furtados foram colocados dentro do veículo em questão de minutos.
Depois do crime, os mesmos homens passaram na frente da Delegacia de Jacaraípe e atiraram na direção de um policial civil que estava na frente, mas as balas acabaram acertando a frente da delegacia. Ninguém ficou ferido. Eles conseguiram fugir.
Com armas em punho, os polícias civis ficaram em alerta em frente à delegacia durante a tarde. O Exército passou por Jacaraípe e parou em alguns pontos da Serra. Mesmo assim, para alguns moradores o clima de insegurança é muito grande.
"A situação está precária, estamos reféns da bandidagem. Está tudo fechado, saí rápido para comprar pão e não consegui achar lugares abertos. Falta atitude do nosso governo", falou a dona de casa Gelde Gomes.
Na avenida principal do bairro Laranjeiras, todas as lojas ficaram fechadas. Soldados do Exército também passaram pelo local para garantir a segurança.
O analista de sistemas Alex Rodrigues disse que aproveitou que o supermercado estava aberto para fazer compras, mas que queria voltar logo pra casa. "O clima de insegurança é total, hoje mesmo não deixei minha esposa sair porque ela está grávida. Não estou tendo serviço porque as empresas não estão funcionando", disse.
Comércio fechado no Norte e Noroeste
Em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, o comércio amanheceu fechado na manhã desta terça após ter sido saqueado nesta segunda-feira (6). Lojas foram arrombadas e tiveram grande parte das mercadorias furtadas. O dia foi de contabilização dos prejuízos.
Assaltos na rua também ocorreram. O campus do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e faculdades particulares mantiveram as aulas canceladas. Os ônibus circularam normalmente.
Em Linhares, no Norte do estado, lojas também foram saqueadas durante a madrugada. Algumas abriram na manhã desta terça, mas fecharam poucas horas depois. "Não há motivos para ficarmos abertos, melhor ficar em casa", disse o comerciante Agenor Carlos Freitas.
Em São Mateus, poucos comerciantes decidiram se arriscar e trabalhar, mas também não demoraram a ceder e fechar as portas. "Na hora que passava um carro mais suspeito, a gente já ficava com medo. Então foi melhor fechar, ir para casa. Agora ficam as contas para pagar, que não sabemos como vamos fazer", falou a comerciante Helena Coelho.
Os ônibus não circularam em Linhares e São Mateus. Escolas e unidades de saúde também ficaram fechadas nos dois municípios.
Reunião do comércio no Sul 
Em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, os comerciantes se reuniram para tentar encontrar uma saída para o problema. Na cidade, mais de cinquenta lojas foram saqueadas e o prejuízo estimado chega a R$ 25 milhões.
A Federação do Comércio informou que vai disponibilizar fundo de R$ 1 milhão em empréstimos sem juros a empresários afetados pelos saques de mercadorias

Funcionamento de estabelecimentos nesta quarta-feira (8):

Transporte público
-O Sindirodoviários informou que os ônibus não vão circular nesta quarta-feira (8) na Grande Vitória.
Aulas suspensas
- Ifes: as aulas estão suspensas em todos os campi.
- Ufes: aulas suspensas nos quatro campi até as 12h.

Prefeituras
- Vitória: A Prefeitura de Vitória decide suspendeu o expediente nas suas repartições municipais nesta quarta (8).
- Vila Velha: O expediente interno e o atendimento de urgência-emergência 24 horas vão  Pronto Atendimento dos bairros Glória e  Cobilândia nesta quarta-feira (8). Aulas permanecem suspensas.
- Serra: Apenas os PAs e a Maternidade de Carapina estarão funcionando nesta quarta-feira (8).- - Cariacica: Todos os serviços públicos continuarão suspensos nesta quarta-feira (8).- Viana: Todas as atividades estão suspensas, exceto o PA Arlindo Villaschi ficará aberto para atender urgência e emergência.
- Guarapari: Aulas suspensas.
- Fundão: Todas as atividades estão suspensas e haverá expediente interno em alguns departamentos.
- Linhares: Atividades serão retomadas nesta quarta-feira (8). As aulas vão voltar na rede municipal nesta quinta-feira (9).
- Cachoeiro de Itapemirim: aulas suspensas e unidades de saúde fechadas nesta quarta-feira. Apenas a UPA de Marbrasa ficará aberta para atender casos de urgência e emergência.
Bancos
O Sindicato dos Bancários reafirma orientação para que todas as instituições financeiras permaneçam fechadas, inclusive sem a execução de serviços internos, enquanto não forem restabelecidas as condições de segurança adequadas para o prestação do serviço bancário.
Shoppings
- Shopping Vitória: O horário de funcionamento desta quarta-feira (8) será informado no período da manhã.
- Shopping Jardins em Vitória: abrirá suas portas normalmente nesta quarta-feira (8).
- Boulevard Shopping: vai funcionar normalmente nesta quarta-feira (8), mas pode fechar caso haja risco aos colaboradores e clientes.
Entenda a crise na segurança no ES
    – Os PMs reivindicam aumento nos salários, pagamento de benefícios e adicionais e criticam as más condições de trabalho.
    – Como os PMs não podem fazer greve, as famílias foram para a frente dos batalhões para impedir a saída das viaturas policiais.
    – O bloqueio começou no sábado (4) e atinge a Grande Vitória e cidades como Linhares, Aracruz, Colatina, Cachoeiro de Itapemirim e Piúma.
    – Desde então, a Grande Vitória registrou 75 mortes violentas, ante 4 em todo o mês de janeiro, segundo o sindicato da Polícia Civil.
    – Escolas, postos de saúde e parte do comércio estão fechados desde segunda-feira (6), quando ônibus também pararam de circular. Os coletivos voltaram a rodar na manhã desta terça (7), mas foram recolhidos novamente às 19h. Na quarta-feira (8), o Sindicato informou que não haverá circulação.
    – 1.000 homens das Forças Armadas fazem policiamento na Grande Vitória desde segunda; 200 integrantes da Força Nacional começam a atuar nesta terça.
fonte:g1.globo.com
Crise no Espírito Santo - versão 2 (Foto: Arte/G1)