Mostrando postagens com marcador Deputado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Deputado. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Reajuste Salarial é Renovado por Temer


    O presidente Michel Temer afirmou neste domingo (11), que é contra o reajuste salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Temer, o aumento para os ministros causaria um grande impacto no orçamento e um "efeito cascata".     
    Temer afirmou em entrevista ao jornal "O Globo" que não é momento adequado, segundo ele, para gerar uma conta adicional de R$ 5 bilhões e pode ocasionar uma "cascata gravíssima" uma vez que alcança todo o Judiciário, setores da administração e o Legislativo. "Vocês podem até me perguntar: 'Ah, mas você não deu aumento para várias categorias?' Mas cheguei aqui e verifiquei que havia acordos firmados em escrito pelo governo anterior. Verba volant, scripta manent (em latim, “palavras faladas voam, a escrita permanece)”, afirmou Temer. Atualmente, o Brasil tem o Judiciário mais caro do mundo. 
     Segundo estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em parceria com a American University, o Judiciário Brasileiro consome 1,3% do PIB. Se somado os gastos do Ministério Público, essa conta sobe para 1,8% do PIB, ou R$ 80 bilhões por ano. Cada brasileiro paga anualmente R$ 306,35 para manter o Poder Judiciário, lento, moroso e ineficiente. O presidente afirmou ainda ser grave a situação da economia, com um déficit de R$ 170 bilhões e 12 milhões de desempregados. O presidente afirmou que a situação vai melhorar a partir de que a reforma da previdência e outras medidas comecem a tramitar no Congresso. "Quando aprovarmos o teto de gastos, encaminharmos a reforma da Previdência e ela começar a se processar no Congresso, o país vai crescer. Crescendo, cresce a arrecadação. Se cresce a confiança, cresce a arrecadação, cresce a estabilidade social", afirmou Temer. Foto: Presidência da República.

Eduardo Cunha é Afastado do Plenário


 O plenário da Câmara decidiu afastar definitivamente o empresário Eduardo Cunha do cargo de deputado federal. O ex-deputado foi afastado em votação de cassação de mandato nesta segunda-feira (12), por 450 votos a favor e 10 contra, acusado de ter mentido em plenário ao declarar que não tinha contas não declaradas no exterior. Cunha foi presidente da Câmara dos Deputados e teve um mandato regado de polêmicas, acusações de corrupção e marcado pela votação do processo que resultou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. 
    Eduardo Cunha é acusado de manter contas em paraísos fiscais no exterior e de negociar propina de dinheiro desviado da Petrobras. O plenário decidiu votar o processo do Conselho de Ética e não um requerimento apresentado por deputados. Com isso, Cunha fica fora do serviço público por 9 anos e três meses, somados o tempo que faltava para acabar o mandato e oito anos de ineligibilidade. Agora deposto do cargo, as investigações contra Cunha vão parar nas mãos do juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal de Curitiba-PR. A perda de mandato do parlamentar fecha um dos momentos políticos mais conturbados da história do País, marcado por um dos maiores conflitos entre o Poder Executivo e o Legislativo. Cunha acompanhou a sessão pessoalmente e tentou usar manobras para impedir a cassação até os últimos minutos. Em sua fala o ex-deputado atacou a ex-presidente Dilma Rousseff. "Tudo isso acontece por conta de eu ter aceitado a abertura do processo de impeachment de uma presidente líder de um governo corrupto. O PT quer minha cassação como prêmio de consolação por eu ter tirado um governo de corruptos do poder", afirmou o deputado. Foto: Pedro Ladeira.